Novos horizontes
Dos seus grandes outdoors, à entrada do Seminário Comboniano da Maia, S. Daniel Comboni faz a recepção a quem chega. Apresenta os seus missionários – os Combonianos – como pessoas doadas “ao serviço da Evangelização dos Povos”.
No gradeamento que ladeia o portão, duas faixas horizontais indicam o carácter especial de 2008: estes missionários, a fazer 50 anos de presença na Maia, dizem a todos: “A nossa meta é partir!”
Se perguntas: “partir para onde? Para fazer o quê?”, lá do seu outdoor, o Fundador responde: “Como eu, quando era jovem, me apaixonei pela África e para lá fui, deixando família e projectos, também os meus partem em direcção aos Povos do mundo, para prestar os serviços do Evangelho: fé e libertação, esperança e doação de si até ao dom da própria vida, no amor pelos mais excluídos e oprimidos”.
E se perguntas de novo: “Como pode uma pessoa ter como meta o partir?”, ele te responde: “A missionária, o missionário dedica-se inteiramente às pessoas às quais foi enviada(o). Com elas partilha tudo o que é e tudo o que tem. Ela e ele estão sempre dispostos ao martírio por Mim e por aqueles a quem foram dados como irmãos e irmãs. Eu disse um dia, na África: «Faço causa comum com cada um de vós, e o mais feliz dos meus dias será aquele em que puder dar a vida por vós!». Mas eu mesmo instaurei o método de fazer com que as pessoas que receberam a força do Evangelho pela acção dos missionários se tornem responsáveis e protagonistas da evangelização dos seus outros irmãos. Então, os missionários partem para novas fronteiras, ao encontro de novos desafios. É isso, meu amigo: de Portugal, da Maia, para o mundo. E, de olhos fixos no Crucificado por amor, dar-se sempre de novo, em sempre novos ambientes e novas tarefas. Não queres, tu também, partir comigo?”

